Como começar? E onde?
“Com as câmeras digitais, ficou mais fácil fotografar. Elas não são grandes, mas têm lentes poderosas, pegando coisas que estão longe e até as muito pequenas. Então, dá para começar fotografando perto de casa: no jardim, no parque, nas praças, nos zoos”, conta Fabio. É possível fazer boas fotos sem nem deixar o seu lar. “Dá para montar em casa um aquário ou um terrário e acompanhar a vida dos peixes e insetos”.Viaje pela natureza
Agora que as férias chegaram, aproveite e faça cliques em parques, fazendas e hotéis que têm animais selvagens semi-domesticados, como quatis, esquilo, araras, jacarés e macacos.“Eles chegam perto das pessoas e se deixam fotografar“, conta Fabio. Se seus pais lhe pedirem para escolher um destino de viagem, opte por um lugar de beleza natural, como o Pantanal ou a Amazônia.
Informe-se!
“O fotógrafo de natureza passa mais tempo lendo sobre a natureza e a vida dos animais do que sobre fotografia”, conta Fabio Colombini, que enumera várias razões para explicar esse interesse. “Os insetos ficam escondidos e disfarçados embaixo das folhas - eu preciso saber disso para encontrá-los. As aves fazem ninhos na primavera - não adianta procurá-los no outono. Os tamanduás têm um olfato muito bom - só consigo chegar perto dele se andar contra o vento. Há macacos muito simpáticos, mas que podem morder - eu tenho que tomar cuidado. Assim, é muito útil assistir a documentários de TV sobre vida animal, ler livros, enciclopédias, e aprender observando a natureza.”
- Típico da Amazônia, o macaco-de-cheiro vive em grandes grupos e, às vezes, serve de animal de estimação para crianças indígenas.
De olho no relógio
Anote: normalmente, as piores horas para se fotografar são entre as 10 e 15 horas, principalmente se o sol estiver brilhando. Em dias nublados, porém, a luz suave que vem do céu é muito boa para tirar fotos.
Flash, não!
“Evite ao máximo usar o flash. Tudo fica mais bonito iluminado com a luz natural”, aconselha Fabio.
- Na hora em que Fabio Colombini foi tirar essa foto do corujão-orelhudo, surgiu um gavião. A ave, então, adotou uma posição de defesa: abriu as asas e eriçou as penas para parecer maior.
Segurança em primeiro lugar
Tome cuidado por onde pisa. Não ponha a mão em buracos, ninhos, folhas secas no chão: esses são lugares onde cobras, aranhas e escorpiões se escondem. Passe protetor solar, use tênis confortável, boné, repelente. Leve água, capa de chuva. Não se aproxime de barrancos. Cuidado com pedras molhadas em rios e cachoeiras!
- Jacaré-do-pantanal entre alfaces d´água. Os jacarés costumam passar horas na mesma posição. Assim é possível caprichar bastante no enquadramento da foto.
Esteja preparado!
Um fotógrafo de natureza não pode ter preguiça. “Ele tem que acordar cedo, antes de o sol nascer, e trabalhar até o fim do dia. Às vezes, à noite também. Além disso, tem que ter muita paciência, olhar tudo com atenção, fazer silêncio quando anda na mata, não assustar ou correr atrás dos animais, se mover muuuuuito lentamente ao avistar um bicho e não pisar nas plantas”, conta Fabio Colombini. Segundo o fotógrafo, importante também é ter sempre em mente o que se quer fotografar, estar atento aos sinais atmosféricos (chuva, sol, vento, nevoeiro), evitar sair das trilhas e conhecer bem o lugar para não se perder. “A natureza nos mostra cenas lindíssimas, mas a gente precisa ter sensibilidade para procurar, esperar e admirar”, conta ele. 
Reportagem de: Mara Figueira, Instituto Ciência Hoje/RJ